23 Policiais são Condenados pelo Massacre no Carandiru

Um tribunal brasileiro condenou 23 policiais a 156 anos de prisão cada um pela morte de 13 detentos na mais sangrenta revolta de presos do Brasil em que 111 detentos foram mortos a mais de 20 anos atrás.

A polícia militar invadiu o Carandiru, em São Paulo, em 1992, para sufocar uma rebelião provocada por uma briga entre duas gangues rivais que começou com uma briga durante um jogo de futebol.

Os promotores disseram que os policiais reprimiram a revolta brutalmente, atirando em 102 prisioneiros, por vezes, à queima-roupa. Outros nove detentos, acredita-se que foram mortos com facas na luta entre os prisioneiros.


A convicção de policiais é incomum no Brasil e as sentenças duras proferidas para os envolvidos no massacre da prisão foi um novo sinal do Judiciário segurando as autoridades responsáveis por quebrar a lei.

O massacre do Carandiru chocou os brasileiros e expôs as terríveis condições das prisões no Brasil.

A principal testemunha da acusação foi o ex-vice-diretor da prisão, Moacir dos Santos, que disse ao tribunal que a polícia militar “executou” os prisioneiros, muitos deles em suas celas, mesmo aqueles que se tinham rendido e estavam nus.

“Eu vi um tapete de corpos”, o Sr. Santos, disse durante o julgamento de seis dias. Ele disse que a polícia entrou  metralhando os presos e os oficiais aplaudiram após a primeira onda de tiroteios.

Outra testemunha, perito forense Osvaldo Negrini Neto, disse que 90 por cento dos tiros foram disparados no interior das celas e não houve morte de policiais.

Os advogados de defesa argumentaram que a polícia agiu em legítima defesa, quando atacado por detentos tentando escapar da mair prisão penitenciária do Brasil.

O presídio Carandiru foi demolido no ano de em 2002.

Três dos 26 oficiais acusados foram absolvidos. Eles foram originalmente acusado do assassinato de 15 presos, mas duas das mortes parecem ter sido causada por outros internos.


Espera-se acontecer mais dois julgamentos de dezenas de outros policiais envolvidos neste massacre. A maioria dos oficiais agora são aposentados.

O oficial que comandava a operação, coronel Ubiratan Guimarães, foi condenado a 632 anos de prisão por seu papel no massacre, mas a condenação foi descartada quando um julgamento foi anulado em 2006. Meses depois ele foi encontrado morto em seu apartamento com um tiro no estômago.

 

Referência – The Telegraph – Brazil: police jailed for 156 years for killing prisoners

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