Escândalo de Corrupção no Brasil

_81638990_026162599-1Milhares de brasileiros participaram em manifestações contra a presidente Dilma Rousseff, com muitos pedindo seu impeachment.

Os manifestantes dizem que a presidente devia ter sabido do escândalo de corrupção na Petrobras.  A oposição política diz que a maioria do suposto suborno ocorreu quando ela era chefe da empresa.

Mas, Dilma foi exonerada em uma investigação pelo procurador-geral e nega envolvimento.  A maioria dos políticos acusados ​​de receberam propina vêm da base governista.


Após os protestos, o governo prometeu uma série de medidas de combate à corrupção e à impunidade.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo disse que o governo viu os comícios como uma “expressão da democracia”.

Os protestos ocorreram em 22 estados brasileiros e também na capital federal, Brasília.  A maior manifestação foi em São Paulo, um grande reduto da oposição.

A Data folha diz que quase 200.000 pessoas marcharam na Avenida Paulista, no domingo à noite, 15 de março.  Mas, a polícia estimou o número de participantes em um milhão, com base em fotografias aéreas da região.

Os partidos da oposição apoiaram os protestos de domingo, mas não chamaram abertamente pelo impeachment da Dilma, segundo o correspondente da BBC Gary Duffy, em São Paulo.

O senador Aécio Neves, que foi derrotado por uma margem estreita na votação presidencial de outubro, emitiu um comunicado elogiando os protestos.

Ele disse que os brasileiros “foram às ruas para se reunir com suas virtudes, seus valores e também com os seus sonhos”.

_81664642_026336720-1Em Brasília uma multidão de 40.000 manifestaram em frente ao prédio do Congresso. No Rio de Janeiro, onde Dilma ganhou 55% dos votos na eleição presidencial de outubro, a polícia disse que cerca de 25 mil pessoas haviam se juntado ao protesto.

“Não há nenhum ponto em reclamarmos apenas em mídia social, temos de estar aqui e mostrar que realmente estamos fartos”, empresária Daniela Mello disse à agência de notícias AP, no Rio.

_81638992_026307454-1Na sexta-feira anterior os partidários de apoio a Dilma juntaram-se em força, com milhares de pessoas tomando as ruas.  Seus defensores dizem que as chamadas para um impeachment, menos de cinco meses depois de ter sido eleita para um segundo mandato de quatro anos, pode levar a uma tentativa de golpe militar.


O PT está no poder desde janeiro de 2003.  No início deste mês, o Supremo Tribunal aprovou a investigação de 54 pessoas por suposto envolvimento no esquema de propina.  Segundo a investigação, os políticos de alto nível também tomaram uma parte do dinheiro desviado da companhia petrolífera.

Uma lista foi preparada pelo procurador-geral Rodrigo Janot que alegou que as empresas privadas pagam funcionários corruptos, a fim de obter contratos lucrativos da Petrobras.

A lista do Sr. Junot inclui o presidente do Senado, Renan Calheiros, Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ex-ministro da Energia, Edison Lobão, e o ex-presidente Fernando Collor de Mello.  Todos negam acusações de corrupção.

_81638141_026288165-1A Presidente Dilma não foi implicada no escândalo de corrupção.  Manifestações pró-governo foram realizadas em 14 estados brasileiros. A maioria deles foram chamados por sindicatos que apoiam o Partido dos Trabalhadores.

“Eu estou aqui para impedir que eles tirem os benefícios sociais que ganhamos”, disse Alaide Pereira da Silva, de 69 anos, em uma marcha na cidade de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo.  “Não podemos culpar Dilma. Os congressistas são os culpados. Ela não governa sozinha”.

Em dezembro, promotores acusaram executivos de seis das maiores empresas de construção do Brasil por suposta canalização de propinas em um esquema da Petrobras para pagar os políticos.

 


Referência

http://m.bbc.co.uk/news/world-latin-america-31880325

http://m.bbc.co.uk/news/world-latin-america-31899507

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